Pokkén Fighters o Filme: As Relíquias Sagradas! [Parte 2]




E assim, os nossos heróis concordaram em ajudar nas escavações da antiga cidade, o grupo usava os seus poderes, para escavar o mais depressa que conseguiram, foram encontrados vários fósseis de animais e até de objectos, mas foi um estranho objecto, aquele que ficou activo no inicio, chamando a atenção de Ash.




— Oh céus, isto é... — o velho Seymore arranca o arranca o artefacto das mãos do rapaz e olha estupefacto para ele — menina Jane, venha ver o que eu descobri.

— O que eu descobri... — corrigiu Ash, embora tivesse sido ignorado, quando a cientista Jane, corre para junto do professor.

— Será isso uma Laguncula? — Questionou-se Jane, olhando para a estranha forma.

— Sim, só pode ser — respondeu o professor Seymore, mostrando-se orgulhoso.

— Uma Lungunquê?

— Laguncula jovem, uma garrafa que os antigos acreditavam servir para prender demónios — corrigiu Seymore.

Junto das preparações para o concerto, Eve estava ainda aborrecida com a possibilidade de não poder atuar. Ela caminhava de um lado para o outro, chutando uma pequena pedra que bate acidentalmente na nuca de Gary, que por ali passava.

— Hey, quem fez isso? — Perguntou o rapaz furioso, deixando a jovem Eve envergonhada.

— Heh? Desculpe, a culpa foi minha — lamentou-se a garotinha, se perdendo nos olhos verdes de Gary, começando a sonhar.

 "Não tem problema meu amor, venha, venha comigo para o meu castelo nas núvens."

"Ohh, mas eu tenho o meu concerto"

"Assim que chegarmos, eu arranjarei um concerto de escala global para você poder encantar todo o mundo com o seu talento"

— Sim, vamos meu amor — Eve sonha acordada e tenta saltar nos braços de Gary, no entanto, este se desvia, fazendo a garota bater com a cara no chão.

— Tsk, artistas... — ignorando-a, Gary continua o seu caminho. No entanto, Katie que por ali passava, apronta-se a ajudar a cantora.

— Por favor, me deixe ajudá-la a se levantar — os olhos da morena, brilhavam incandescentemente.

— Huh? E você quem é?

— O meu nome é Katie, sou uma das suas maiores fãs.

— Que bom conhecê-la, mas eu acho que não vai haver concerto, aqueles cientistas nunca mais vão embora — lamentou-se com suas bochechas inchadas.

— Oh céus, vejam o que eu descobri — os berros de Seymore eram audíveis por toda a área, Katie, Eve e todos os outros correram para ver qual seria a descoberta, o velho professor estava com uma tábua em mãos, com algumas inscrições em uma linga estranha — venham ver, isto é uma profecia antiga, eu a descobri no meio deste entulho.




— Você quer dizer, que eu descobri... — murmurou Ash, amuado, junto do professor.

— Consegue decifrar essa linguagem professor? — Perguntou Oak muito curioso.

— Mas é claro, este dispositivo consegue ler qualquer linguagem — vangloriou-se Seymore, com um pequeno aparelho rectangular, no seu visor apareceu a tradução das inscrições.

"Aqui jaz os dois grandes poderes de destruição, se forem libertados, a sombra das trevas irá colidir com o prisioneiro da urna sobrenatural. A cidade sagrada deixará de existir, pois será engolida pela noite e a escuridão se estenderá ao mundo. Nenhum humano será capaz de controlar seus poderes, mas se a melodia mística for tocada, haverá a possíbilidade de os orientar de volta para o mundo das sombras."

— Essas palavras fizeram a pi tremer — disse Yellow.

— Relaxe garotinha, não existe perigo algum, os antigos acreditavam em demónios e em forças obscuras, mas todo o mundo sabe que isso não existe, se algo assim fosse real, a ciência já teria descoberto — disse Seymore soltando uma gargalhada no final.

De repente, enormes pegadas começam a surgir no solo arenoso, como se um gigante invisível caminhasse na direcção do grupo.

— Professor Seymore, atenção! — Jane solta um grito quando vê por trás do professor, uma massa de cor púrpura ganhando forma.




— Aquilo é um Gengar? — Questionava-se o professor Oak, olhando para aquela criatura.

— Ele tem umas tatuagens estranhas no seu corpo, semelhantes com as daquela garrafa — exclamou Ash.

— Disparate, isto deve ser um Gengar normal querendo pregar umas partidas — comentou Seymore, tentando desvalorizar a situação.

Aquele Gengar parecia furioso, ele junta os pequenos braços e dispara um raio negro contra as pessoas, que correm para se desviar.

— Aquilo foi um Night Shade, cuidado, ele quer nos ferir — alertou Oak.

— Não, não, não, esta é a minha escavação, a minha descoberta, não deixarei que você destrua o trabalho da minha vida — reclamou Seymore, encarando aquela criatura colossal.

Gengar aponta os seus braços para Seymore e volta a disparar o seu Night Shade, dessa vez, Ash salta para cima do professor, o salvando.

— O senhor está bem? — Perguntou o garoto.

— Não volte a fazer isso seu pirralho, se você quer ser útil, livre-se daquele Gengar — Seymore atuava com grande rudeza.

— Ash, temos de proteger estas pessoas, vamos — disse Gary saltando pelo meio da multidão se direcionando para a criatura — Ember! — De longe, o neto do professor Oak cospe suas brasas que acertam no monstro, mas não fazem muito efeito — droga... — Gengar fecha os punhos e destes saem duas sombras que acertam em cheio no garoto, o fazendo cair no chão.

— Aquilo foi um Sucker Punch, Katie, Ash, vocês têm de o enfrentar, eu levarei estas pessoas para um lugar seguro — disse Oak.

— Certo — os dois concordaram e logo avançaram contra a criatura.

— Ice Shard! — Katie lançou varias rochas de gelo contra Gengar, estas bateram no seu peito e quebraram, não fazendo quaisquer dano.

— Thunderbolt! — Ash junta os seus braços e os aponta para cima, disparando um potente relâmpago que acerta entre os olhos da criatura, mas de novo, sem qualquer dano sendo feito.

— Discharge-pi! — Yellow salta por cima de Ash e usa uma descarga eléctrica, desta vez Gengar sente um pouco o dano, mas a criatura era forte demais para cair com um poder tão fraco.

O monstro faz movimentos circulares com os braços, criando uma bola sombria grande, desta são expelidas outras três bolas que acertam em Ash, Yellow e Katie, os projectando para trás.

Os reporters, trabalhadores do concerto e cientistas fugiam apressadamente daquele lugar, no entanto Seymore, não parecia concordar com isto.

— Seymore, temos de fugir, não é seguro — dizia professor Oak, tentando chamar o seu amigo á razão.

— Não, não e não, este é o trabalho da minha vida, não posso deixar que um prankster me destrua a vida.

— Você tem imensos trabalhos de sucesso, não precisa disto para ser reconhecido mundialmente.

— Tudo o que eu fiz não tem qualquer valor se eu não conseguir descobrir mais sobre Usoppolis — com os movimentos bruscos, Seymore, deixa cair a garrafa ao chão, a quebrando.

Uma estranha energia negra envolve esta garrafa, ela levita no ar e começa a rodopiar, a energia começa a ganhar forma, se tornando em outro titã.




— Um Alakazam? — Oak olhava estupefacto para aquela criatura, com as mesmas marcas de Gengar.

O segundo monstro vê Gengar no horizonte e levanta voo para o atacar.

— Não, isto é impossível, não existe tal coisa como entidades das sombras, isto não é real — Seymore tentava desacreditar o que os seus olhos viam, mas todos eram testemunhas do que estava acontecendo.

Alakazam acerta Gengar com um raio com as cores do arco-íris, proveniente das duas colheres que ele cruzou com as mãos, empurrando a criatura púrpura contra as rochas.

— Aquilo é um Alakazam gigante? — Ash estava impressionado com o confronto entre os dois titãs, assim como seus amigos que tentavam recuperar depois dos ataques.

— Droga, se eles lutarem tão perto da cidade, ela será destruída — comentou Gary.

Gengar se recompõe  e usa Sucker Punch de novo, desta vez com seus punhos acertando Alakazam, o atirando contra outra parede rochosa que começa a se desmoronar com o impacto.

O psíquico se levanta e volta a cruzar suas colheres, lançando de novo o mesmo raio colorido, Gengar junta os pequenos braços e dispara o seu Night Shade, os dois golpes colidem e provocam uma potente explosão, que atira nossos heróis pelos ares, os quatro caem desamparados sobre um lance de pedras pontiagudas, no entanto são salvos por uma passadeira em forma de arco-íris.

— Que aconteceu? — Perguntou Katie, percebendo que foi salva.

— Ali — Yellow apontou para a esquerda, pois na direção do arco-íris encontramos Eve que com seus bracinhos, criou esta passadeira para os salvar.

— Eve? Você é? — Katie estava impressionada com a habilidade da garotinha, que revela duas pequenas orelhas cor de rosa e pontiagudas, saindo pelo cabelo.

— Sim, eu sou uma mística, mas por favor, não contem a ninguém — pediu a jovem cantora.

— Por este andar não teremos ninguém a quem contar mesmo — comentou Gary, observando a destruição provocada por Gengar e Alakazam. No entanto, Eve ouviu outras palavras da boca do neto do professor Oak.

"Meu amor, está na hora de fugirmos deste lugar e irmos para o nosso paraíso no meu castelo sobre as nuvens onde poderemos ser felizes para sempre"

— Sim meu querido, vamos ser felizes — Eve tenta de novo saltar para os braços de Gary, mas este se afasta, fazendo a cantora mística bater com a cara no chão — auch...

— Baixem-se! — Alertou Ash, quando viu Alakazam falhando um Hyper Beam em Gengar e vendo o raio se dirigir na sua direção, o grupo se baixa e o raio acerta na parede rochosa por trás deles.

— Raios, o que é que podemos fazer? — Questionava-se Gary.

Entretanto Katie se lembrava que o ataque de Yellow havia tido efeito em Gengar e se lembra das inscrições naquela tabus de pedra.

— É isso! — Exclamou — nenhum humano os pode parar, mas a melodia mística pode.

— Your point? — Perguntou Gary.

— Ora, a Eve é uma mística, então se ela cantar, pode acalmar o Alakazam e o Gengar, os enviando de volta para as sombras.

— É um pensamento idiota — comentou Gary — mas já estou por tudo, você acha que consegue — Gary se vira para Eve, mas a garota entende outra coisa...

"Meu amor, me presenteie com sua melodia e assim aqueça meu coração"

— Claro meu bem, por si tudo — respondeu a garota apaixonada.

— Pi?

Eve subiu nas rochas e começou sua canção, no entanto, os dois monstros continuavam sua luta, usando placagens um no outro.




— Eles nem estão ligando nenhuma — constatou Ash.

— O palco! — Voltou a exclamar Katie — usando o sistema de som, pode resultar, parece que afinal vamos ter concerto.

Katie sorri para os seus amigos e logo o grupo tenta se esgueirar para fora do campo de batalha, na altura que Gengar e Alakazam voltam a colidir com seus raios de energia, provocando outra grande explosão, tentando evitar os destroços, os nossos heróis chegam finalmente ao palco.

— Por favor ouçam-me, preparem o som, vamos cantar — ordenou Eve aos seus empregados.

— O quê? Você quer cantar em uma altura destas? — Contestou o professor Seymore.

— Professor, com todo o respeito, cale sua boca, ninguém o que ouvir — disse Katie com rudeza — todos apostos, vamos!

Os holofotes foram apontados para Eve, a sua banda estava apostos e a garotinha começou sua melodia. Com o som no máximo, os dois monstros começaram a abrandar, seus olhos ficavam cansados e sem dar por isso, caem no chão adormecidos, os seus corpos desmaterializam-se de novo, voltando para suas prisões.



Todas as pessoas ali presentes aplaudiram Eve e os nossos heróis que salvavam o dia, apenas Seymore estava de rastos, ao ver as ruínas completamente arrasadas.

— O meu trabalho... a minha vida...

— Professor se recomponha — ordenou Jane — o senhor é um cientista brilhante e hoje descobrimos algo único, não se vá abaixo por causa disto.

As prisões dos dois seres ancestrais foram repostas debaixo do solo, assim como toda a terra removida, afinal o concerto iria se realizar como estava marcado, foram milhares as pessoas que vieram assistir ao grande espectáculo, Ash, Yellow, Katie e Gary ganharam passes especiais para assistir, Katie estava maravilhada com esta oportunidade.

— Boa noite mundo, eu sou a vossa Eve e quero agradecer a vossa presença — o publico aplaudia com entusiasmo a garota do vestido rosa — a próxima música é dedicada a uma pessoa muito especial que está assistindo este concerto, isto é para si Gary.

— Huh?


Gary ficou embaraçado com a dedicatória, Katie ficou irritada por não ser para ela, Ash zombou do amigo e Yellow continuou sem perceber nada, mas foi assim que os nossos heróis conseguiram salvar o mundo do confronto titânico, o mundo em que vivemos, é cheio de cores, cheiros e histórias onde heróis são imortalizados, não sei se Ash e seus amigos o serão, mas pelo menos vocês conheceram os seus feitos heróicos. Agora, música.


1 comments :

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Boo
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13 March 2015 at 16:43 delete

Muito bom, o filme foi bem divertido, um clima alegre e para animado, Eve apaixonada pelo Gary e não sendo correspondida, Katie no seu momento fangirl.
A historia dos dois titãs despertando do sono milenar e tentando destruir toda a cidade, a parte sobre os demônios, de alguma forma parece ter uma ligação entre este mundo antigo e os atuais místicos que parecem híbridos.
A destruição dos titãs foi grande, eles pareciam incontroláveis e invencíveis, foi um bom final com a Eve os vencendo não com a força bruta, mas fazendo-os repousar novamente.
O final foi perfeito com o concerto acontecendo, e parabéns pela escolha das músicas para o filme, ficaram muito boas e deram um clima perfeito. Grande filme, que seja o primeiro de muitos.

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