Pokkén Fighters o Filme: As Relíquias Sagradas! [Parte 1]




O mundo em que vivemos é um lugar fantástico, cheio de cores, cheiros, vida, mas principalmente histórias, contos de outrora que imortalizaram heróis e formaram lendas, são estas lendas que os povos de hoje investigam para descobrir sua veracidade e passar o conhecimento ás próximas gerações, como as gerações anteriores fizeram com eles.

Mas existe uma lenda que nunca foi contada, um segredo tão bem escondido como a própria origem do universo, esta é a história dessa lenda, a primeira cidade do mundo.

Dezenas de carros e caravanas estacionam em um lugar preparado para um grande concerto de musica ao vivo, pois hoje, a maior sensação do momento irá actuar, o seu nome é Eve, a princesa da pop, com milhares de fãs espalhados por todo o mundo, que hoje se dirigem até aos arredores de Viridian City para um espectáculo único.

As pessoas que trabalham para que este show se realize, correm como baratas tontas, montando o palco, alinhando as cadeiras, verificando as luzes e o som, nada pode falhar, centenas de jornalistas de todas as regiões viajaram para este lugar para tentar um exclusivo com a garotinha que com apenas quinze anos, já vendeu mais oito milhões de álbuns.

Ainda é bem cedo, mas Eve já ensaia para o seu concerto, no seu camarim, a garotinha ajeita os seus cabelos rosa, penteando-os com sua escova cheia de luzinhas, os seus grandes e redondos olhos azuis encaram o seu reflexo no espelho, brilhando com a excitação.




Duas batidas fortes na porta são acompanhadas por uma voz masculina, aguda, mostrando um pouco de cansaço.

— Menina Eve, o palco está pronto para o teste de som — informou aquele senhor do outro lado da porta verde.

— Estou indo — Eve tinha uma voz suave e gentil, um tanto melodiosa, ela estica o seu vestido cor de rosa, respira fundo e abre a porta, rodando a maçaneta, onde um homem baixo e gordo a esperava para a acompanhar ao palco.

A menina caminhava calmamente, cumprimentando todos aqueles que trabalhavam para que o seu concerto corresse na perfeição, sendo bem respondida por toda a gente, era um prazer trabalhar para Eve, que apesar de toda a sua fama, não deixava o sucesso lhe subir á cabeça e por isso não diminuía ninguém, respeitando toda a gente. Finalmente Eve chega ao palco, onde sua banda já estava a postos para testar o som dos seus instrumentos, os técnicos das luzes focam os holofotes na garota, que tem de fechar os olhos por estar demasiado forte, pedindo assim para baixar um pouco a luz, assim que ela achou perfeito fez o sinal e com um sorriso mostrou para os seus músicos que ela estava pronta para começar.

A banda começa a tocar seus instrumentos e Eve os acompanha com sua voz melodiosa que encanta os produtores e trabalhadores, no entanto, nas profundezas da terra, um estranho objecto começa a reagir á voz da menina, as montanhas, que rodeavam aquele lugar, começam a tremer, fazendo quem estava tratando do espectáculo gritar por terramoto.

As vibrações, causadas pelo abalo das montanhas, começam a ser sentidas em um laboratório da cidade de Viridian, que deixa os cientistas excitados. Logo eles correm para seus carros e conduzem rapidamente até ao lugar de onde iria ocorrer o concerto. Ao verem tamanha comoção, o produtor do espectáculo tentou obter respostas com um cientista, explicando o que iria ocorrer ali.

— Senhor, senhor, acho que encontrámos — uma mulher cientista corre para junto dos seus companheiros, ela estava muito excitada com algo e de novo começou a correr para trás, juntamente com os seus colegas. Eve que era bem curiosa, decidiu segui-los, afinal o que quer que seja que haviam descoberto, poderia por o seu concerto em risco.




O grupo de cientistas e Eve chegaram em um terreno plano, com uma parede montanhosa na sua frente, ela estava rachada e logo os cientistas começam a escavar, revelando uma construção semelhante a um pequeno templo de pedra.

— Incrível, isto é fantástico, afinal sempre esteve aqui — disse um dos cientistas com seus olhos brilhando por trás dos grandes óculos.

— Que é isso? — Perguntou Eve com sua vozinha melodiosa.

— Isto poderá ser a maior descoberta do século, não, do milénio, a primeira cidade de todo o mundo Usoppolis — informou aquela primeira cientista que ajeitava os óculos acima do nariz.

— Até hoje, nunca ninguém havia sequer encontrado uma pista da existência desta cidade, finalmente todos os meus anos de pesquisa serão recompensados — disse outro cientista se ajoelhando no chão com rios correndo pelo seu rosto.

— Uau, mas... e o concerto? — Perguntou a garotinha.

— Menina, não há tempo para pensar nessas trivialidades, estamos a meio de uma descoberta histórica — respondeu o mesmo cientista, empurrando a garota para fora da área.

— Trivialidades? Puff — As bochechas da garotinha incharam com o seu olhar de desagrado por minimizarem o seu espectáculo.

Mas agora abandonemos um pouco as escavações, até porque ninguém se interessa por cavadoras arrancando grandes pedaços de terra para fazer buracos e vamos fazer uma viagem até Pewter City, onde Ash, Yellow, Katie e Gary, foram chamados para uma missão importante, derrotar um gang de criminosos, responsável por recentes assaltos.

Os assaltantes corriam com sacos, cheios de dinheiro, pelas estreitas ruas da cidade, eles fugiam de algo, por cima dos telhados, vemos um garoto de boné vermelho, com a pala branca virada para trás, sim, adivinharam, este é Ash Ketchum, que perseguia aqueles bandidos.

— Não pensem que podem fugir... Thunderbolt! — Ash salta do telhado, rodopiando e produzindo um relâmpago que acerta em cheio nos três assaltantes em fuga.

Na rua do lado, mais dois destes assaltantes tentavam fugir, usavam máscaras pretas de hockey como os outros três, eles são perseguidos por um garoto de cabelos castanhos despenteados, que com os seus focados olhos verdes, os segue até um beco sem saída. Este é o neto do professor Oak, Gary Oak.

— M-mil perdões senhor... — implorava um dos assaltantes se ajoelhando e juntando as mãos.

— Tsk, que tipo de criminosos pede perdão... oh well, pena que eu não sou o bonzinho do grupo... Ember! — Gary cospe brasas contra os ladrões, os fazendo correr de um lado para o outro com a bunda ardendo até caírem de exaustão.

Um criminoso se escondia em outro beco, ele tinha um saco branco cheio de notas, ele sorria por se achar mais esperto que os outros e ter conseguido fugir, mas uma garota de longos cabelos castanhos e olhos azuis, surge por trás dele sorrateiramente. O seu nome é Katie Lust.

— Você é muito inteligente, se escondendo atrás deste contentor até que aqueles pirralhos da guilda se vão embora — sussurrou Katie ao ouvido do assaltante.

— Hehe, eu sei, espero que todos vão presos e depois saio do pais com o meu dinheiro, sou mesmo esperto — confessou o ladrão, não percebendo com quem estava a falar — wait a minute... — lembrou-se que deveria estar sozinho — você é...

— Tee hee muito inteligente sem dúvida, acho que você deveria ganhar um prémio — zombou a garota.

— Não brinque comigo moça — o assaltante saca de uma pequena navalha de bolso.

— Ohh não, uma navalha, minha maior fraqueza, por favor senhor ladrão, não me faça mal — dramatizou a jovem, se ajoelhando no chão com as mãos juntas e uma lágrima caindo do olho.

— Hehe agora eu venci, quem é o mais esperto afinal? — O ladrão estava cheio de confiança, pobre alma, não conhecia Katie ainda.

— Sigh! Snow Powder — Katie se levanta e sopra um vento com pequenas partículas geladas contra o assaltante, congelando suas pernas e o impedindo de se mover — agora fique aqui escondido enquanto chamo a policia shh — Katie ironizou e se despediu do seu oponente, saindo do beco aos saltinhos.

Uma garota mais nova, com os cabelos loiros cobertos por um chapéu de palha, observava as capturas dos bandidos ao longe, contando os capturados e apontando em um bloco de notas, em seguida liga o seu comunicador, falando com os seus amigos.

— Daqui Yellow, neste momento estão nove mauzinhos capturados, falta o chefão-pi.

— How goodie, mais um bandido para mim — disse Katie saltando para cima do telhado.

— Nem pensar, este sou eu quem vai capturar — avisou Ash, falando pelo intercomunicador no pulso.

— Não importa quem o captura, desde que a missão seja concluída — disse Gary, tirando toda a piada á pequena competição, mas não tirando os olhos da rua.

— Piiii!!

Os três guerreiros ouvem os gritos de Yellow, que havia sido atacada por um homem grande e musculado, sem cabelo e usando uma daquelas blusas negras de alças, ele segurava a jovem mística e lhe tapava a boca, no entanto, os seus companheiros chegavam rapidamente ao local.

— Agora eu tenho a vossa companheira, exijo que me deixem escapar a mim e aos meus homens, ou então ela morre — ameaçou o chefão dos bandidos.

— Isso é realmente patético, o poderoso chefe do gang de Pewter ameaçando uma pobre garotinha de sete anos — Gary encolhia os ombros e abanava a cabeça, desvalorizando o perigo.

— Sabe como é, não existe honra entre bandidos hehehe — o chefe estava bem confiante que se iria safar.

— As aulas de drama estão resultando bem com você Yellow — comentou Katie aplaudindo, Ash também mostrava um sorriso.

— Drama? — Antes de obter resposta, o vilão sente algo batendo no meio de suas pernas, foi a cauda de Yellow que foi levantada com uma grande pressão. deixando o homem no chão falando fininho.

— Missão cumprida — festejou Yellow fazendo o sinal de vitória com a mão.

Na esquadra da policia, os agentes agradeceram aos nossos heróis da Squirtle Shell pela sua ajuda, dando um saco de moedas como pagamento, que Gary recebeu. E com mais uma missão cumprida, os heróis atravessam a densa Viridan Forest para voltar para Pallet Town, no entanto não conseguiram passar da cidade de Viridian, pois a população estava em êxtase com a possível descoberta de Usoopolis, a mais antiga cidade do mundo, os quatro companheiros ficaram confusos com tamanha algazarra, até que Gary avista o seu avô, Samuel Oak junto de um carro de cientistas, logo o grupo corre para junto dele.

— Ah Gary, então, como correu a missão? — Perguntou o mestre da Squirtle Shell.

— Com o sucesso do costume — desvalorizou Gary, entregando o saco de moedas para Oak.

— E a pi ajudou — disse Yellow com seus olhinhos brilhando.

— Parabéns, sabia que iam conseguir.

— Erm, professor, o que se passa aqui? — Questionou Ash olhando para as câmaras de tv e toda aquela concentração de pessoas.

— Pensa-se que os cientistas descobriram Usoppolis, a primeira cidade do mundo — informou o professor, deixando Ash e o resto do grupo curiosos.

— Samuel, esses são os seus garotos? — Um velho cientista se aproximava do grupo de professor Oak, caminhando com sua bengala de madeira.

— Sim, são os membros da minha guilda, Ash, Katie, Yellow e o meu neto, Gary.

— Nossa, como Gary está crescido, da última vez que o vi, ainda era um bebé.

— Como está professor Seymore? — Cumprimentou Gary.

— Neste momento estou vivendo o momento mais feliz da minha vida — respondeu o velho rejubilando de alegria — durante décadas, nunca tive uma descoberta como esta.

— Como é que conseguiram descobrir estas ruínas? O seu laboratório existe aqui desde o começo da sua carreira e até hoje, nada foi descoberto — comentou Oak.

— Meu amigo Samuel, isso é um mistério, mas esta manhã, quando estavam montando aquele circo para o concerto de musica, se é que aquilo se pode chamar musica, a montanha cedeu e dentro dela, encontramos aquilo que parece ser um templo ancestral.

— Um concerto? — Questionou Yellow.

— Sim, uma tal de Eve decidiu montar um circo para algo assim — comentou o velho.

— A Eve está dando um concerto aqui? — Os olhos de Katie brilhavam como milhares de estrelas cintilantes.

— Heh? Bom, se não conseguirmos terminar as buscas a tempo, não haverá concerto nenhum — respondeu o velho Seymore.

— Não há problema, nós da Squirtle Shell ajudaremos a escavar mais depressa — ofereceu-se Katie.

— Não me lembro de ter concordado com isso — murmurou Gary.

— Vamos lá Gary, é pela ciência — retocou Katie segurando no braço do companheiro.

— O que você quer é ver o concerto... — comentou Ash baixinho.

1 comments :

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Boo
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13 March 2015 at 16:18 delete

A historia parece bem interessante, Eve parece uma personagem divertida, uma grande estrela pop, a parte sobre as ruínas antigas, mitologia, grandes descobertas de civilizações antigas, tudo isto da um clima que me lembra um pouco Indiana Jones, algo de aventura e mistério, principalmente por causa do momento, porque neste momento, o que fez as ruínas serem descobertas logo agora. Gostei da primeira parte do filme grande estreia.

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