#13 - Opening Act!




            Os nossos heróis entram na torre de Lavender e após uma intensa busca, finalmente encontram o esconderijo dos membros da guilda negra, Laughing Gengar. Estes se apresentaram como músicos com poderes estranhos, os problemas estão apenas começando.

            — Atenção, ai vêem! — Alertou Gary.

            Clyde começa a tocar um solo de bateria, criando ondas de energia que abrem um caminho pelas cadeiras do palco, quase atingindo Yellow, que é salva pelo neto do professor Oak, quando este se lança para cima dela.

            — Eu não disse para terem atenção? — Repreendeu o garoto de cabelos despenteados.

            — Os fãs não gostaram que vocês se desviassem, escutem os apupos — comentou o baterista com o som de fundo da plateia de sombras.

           — Por que você não sai de trás desse lixo e vem me enfrentar? — Aguçou Gary.

           — Lixo? Por favor, você que não entende a arte, que esperar de um cordeiro de guildas oficiais.

           — Que me chamou?

           — Isso mesmo que você ouviu, um cordeirinho que segue as regras do pastor que o guia.

           — Tsk, você está acabado... Ember! — Irritado, Gary cospe brasas pela boca na direção de Clyde.

           — Sonic Boom! — O baterista começa a tocar a grande velocidade produzindo ondas de energia em forma de boomerang. Os dois golpes colidem provocando uma explosão. A plateia aplaude.

          — Veja o que fez seu idiota, está destruindo a nossa sala de espectáculos... — reclamou Garrett, o baixista.

          — Eu sou uma estrela da rock, as fãs adoram quando destruo coisas, faz parte.

          — Tsk, o que fazer consigo? Oh well, vamos dar um grande concerto para os fãs então.

          — Esperem! — Gritou Miriam.

         — O que foi agora? — Questionou Clyde que se preparava para atacar de novo.

         — Nós somos uma super banda de rock, temos de ter alguém abrindo os concertos...

       — Nunca tinha pensado nisso... mas você tem razão — disse Garrett.

       — O que é que estão para ai falando? — Perguntou Gary impaciente.

       — Relaxe fofinho, eu logo lhe explico... vamos fazer um jogo com vocês, será um bom espectáculo de abertura.

       — Um jogo? — Katie questionava a violinista, os quatro membros da Squirtle Shell estavam confusos com o que os Laughing Gengar discutiam.

      — Yup, é o seguinte, um de nós tem uma bomba que a vai plantar algures na torre, a vossa missão é encontrar quem tem a bomba, caso não consigam todo este lindo e creepy edifício vai kaboom.

      — Vocês são loucos? Não vos deixaremos fazer isso — disse Ash.

      — A ideia é mesmo essa tolinho — concluiu Miriam.

      — Mas claro, temos de tornar este desafio mais complicado, então vamos espalhar pela torre os nossos queridos Notes — informou Jimmy.

       — O que são Notes? — Perguntou Ash.

       — Ora, são os nossos amigos das sombras — após as palavras de Jimmy, sete sombras surgem do solo, eles tinham formato humano, embora sem rosto.

       — Eek, fantasmas — Yellow assustava-se.

       — Agora minhas lindas fãs, dêem aos nossos convidados uma amostra do poder do fandom.

         As sete sombras avançam sobre os quatro heróis, mantendo-os ocupados enquanto os músicos escapam, Gary enfrentava duas sombras que usavam ondas sonoras para o projetar para trás.

         — Vocês conhecerão o meu poder... Ember! — O neto do professor Oak cospe as suas brasas contra as sombras, mas estas usam os golpes sonoros para impedir o contacto — droga, o que são estas coisas?

         — Eles são rápidos! — Constatou Katie, sendo perseguida por mais dois — Ice Shard! — Ela produz pequenos blocos de gelo que também não conseguem entrar em contacto com os corpos sombrios, estes cruzam os braços e lançam raios negros contra Katie, fazendo-a cair no solo.

          Ash tentava proteger Yellow, enquanto enfrentava três sombras, elas o rodeavam, o rapaz tentava acertar nelas com seus punhos, mas sem efeito, ele passava através das sombras, sem conseguir desferir um único golpe.

          — Ash!

          — Para trás Yellow! — Ordenou o rapaz que reparava na garota indo na sua direção — eu aguento com estes... Thundershock! — o rapaz dispara as suas energias eléctricas com precisão, mas sem qualquer efeito.

           Gary estava em sarilhos, os seus golpes nada faziam a estas sombras, elas lançavam raios de energia negra que feriam o rapaz.

           — Tsk... — cospe um pouco de sangue — assim nunca venceremos... huh? — Gary olha para os seus companheiros sendo atacados e sem poder desferir um único golpe, mas algo o chama a atenção, os golpes das sombras não estavam ferindo os outros, apenas ele — mas o quê? Então é isso... — o rapaz sorri e se levanta do solo.

           — Gary cuidado! — Gritou Yellow ao ver uma sombra disparando um raio na direção da cabeça do neto do professor Oak, este raio trespassa o crânio deste, deixando a garotinha aterrorizada.

            — Huh... — Katie e Ash olham ao mesmo tempo e vêem o mesmo cenário, ficando estáticos.

           Mesmo com um buraco na cabeça o rapaz não deixava de sorrir, ele dá um passo em frente e a sua testa cura-se, deixando os companheiros em choque.

            — Então esse é o vosso segredo, aqueles patéticos músicos pensavam que me conseguiam vencer?

           — Ga-Gary? O que...

           — Claro que você não percebeu Ash, por isso que eu sou o mais inteligente do grupo — ironizou — estas sombras não são reais, apenas ilusões criadas por aqueles idiotas.

            — Agora que reparo, eu não estou nem um pouco ferida, minhas roupas não sofreram quaisquer dano — comentou Katie.

             As sombras desaparecem de imediato e um visor liga-se no palco, este visor tinha quatro pequenas câmaras, em cada uma estava um membro da Laughing Gengar.

            — Buh huh você conseguiu descobrir tão rapido, que chatice, nem deu para chegarmos ao lugar que deveríamos — reclamou Miriam.

            — Que quer isso dizer? — Perguntou Gary.

            — Ora, pensamos bem e achamos que a torre era demasiado pequena, então nos espalhamos pela região — respondeu Garrett.

            — O quê? — Os quatro membros foram apanhados de surpresa.

            — É isso que ouviram, eu e os meus irmãos estamos em diferentes cidades da região, ou pelo menos a chegar, bom, o que importa é que a bomba está com um de nós, então têm de nos encontrar — informou Jimmy.

            — Como somos amigos, vamos vos dar as quatro cidades onde estamos, Saffron, Celadon, Vermilion e Fuchsia, agora vocês têm de se dividir em quatro e nos encontrar, com sorte nos apanham antes de plantarmos a bomba — disse Clyde.

             — Então venham, venham, venham rápido antes que uma cidade faça kaboom — zombou Miriam. Os ecrãs se apagam.

               — E agora? O que fazemos? — Perguntou Ash.

               — Temos de os parar a todo o custo, somos quatro, eles são quatro, cada um tem de ir a uma destas cidades e vencê-los — disse Gary.

               — Mas a Yellow não é como nós, ela não sabe lutar — explicou o rapaz.

               — A pi consegue.

               — O que disse?

              — Desde o começo que Ash protege a pi, dessa vez a pi tem de lutar pela guilda.

             — Eu sei que você consegue — encorajou Katie — afinal você é membro da Squirtle Shell.

              — Mas...

              — Eu sei que você se preocupa com ela Ash, mas confie nela um pouco, eu senti o seu poder, naquela vez dentro da Mt. Moon, ela é bem capaz.

              — Então se estamos todos de acordo, vamos, não há tempo a perder.


             As palavras de Gary deixaram os seus companheiros a postos para a perseguição, conseguirão os nossos heróis chegar a tempo e salvar a região? Não percam o próximo capítulo.

1 comments :

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Boo
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5 January 2015 at 14:55 delete

Capítulo muito bom, este confronto com a guilda das trevas começa a mostrar algumas diferenças de ideologia, Gary pareceu bem afetado com o que o membro da guilda o disse.
A luta esta sendo bem diferente do confronto anterior, foi uma boa mudança trocar de elementos da natureza para o som. A laughing Gengar realmente age como um banda de rock, a atitude deles combina bem.
Ate tiveram uma banda de abertura antes do grande show, foi um truque interessante, outro dos que eles tem usado, parece que inteligencia e estrategia são o grande diferencial dessa guilda ao invés de apenas força bruta.
Foi um bom final onde agora terão de os perseguir pelas cidades e o grupo se separou, quero muito ver a luta do Gary, e estou bem curioso e preocupado com a da Yellow. Parabéns a autora, outro dos seus melhores capítulos.

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