#02 - Stone Cold!




              A cidade de Pewter, conhecida pelos seus edifícios de pedra, uma das mais antigas cidades do mundo, muitos arqueólogos se deslocam a esta pacífica cidade para estudar fósseis, é nesta cidade que existe o grande museu de arqueologia, onde os mais valiosos tesouros do passado da humanidade podem ser visualizados por visitantes de todos os cantos do mundo, durante a noite, a bela Pewter se transforma em um lugar escuro, onde apenas o luar ilumina as estreitas ruas de calçada.

             O alarme dispara deixando os guardas do museu em alerta, a noite já ia longa e os pobres senhores bocejavam enquanto corriam pelos corredores abrindo repentinamente as portas do salão, um personagem vestido de negro está pendurado por uma corda pegando em um diamante cinzento.

              — Pouse isso imediatamente, não lhe pertence — ordenou um dos guardas apontando uma arma de fogo.

              — Rock Tomb! — Gritou o ladrão, criando em sua volta dezenas de rochas, arremessando-as contra os guardas que se lançam para o solo, escapando deste golpe.

              — Disparem! — Ordenou o guarda. Das armas eram expelidos golpes de vento, que atingem o corpo do ladrão, partindo a corda.

              — Você não tem por onde escapar agora, entregue o diamante — ordenou outro guarda.

              — Hum... vocês continuam chamando isto de diamante, por isso que não devem ficar com ele — comentou o ladrão se levantando.

              — Não tem por onde fugir, renda-se e ninguém tem de se magoar.

              — Render? Mas está tudo correndo como eu quero... — o ladrão coloca a jóia dentro do bolso e levanta os braços para o céu — Stone Edge! — o chão começa a tremer.

               "Que se passa?"

               "Um terramoto?"

            Rochas pontiagudas perfuram o azulejo do chão projectando os guardas em diversas direções.

            — Dr-droga... que foi isto... huh? — O guarda  tenta-se levantar mas o ladrão está na sua frente.

            — Mega Punch!

            Vários gritos ecoam para fora do museu e assim a noite passa, na manhã seguinte Ash saiu de Pallet Town para pegar uma encomenda para o professor Oak e encontra Yellow, uma garota que estava em sarilhos, sendo perseguida por um grupo de motards, após ajudar a jovem, ele pega na encomenda e volta para a guilda de Pallet, Squirtle Shell, acompanhado pela sua nova amiga.

            — Oh Ash, finalmente chegou, por que demorou tanto? — Perguntou Oak.

            — Peço desculpa professor, tive uns problemas, mas aqui está a sua encomenda — Ash entrega a caixa de papelão ao professor, este repara na jovem que estava com o seu pupilo.

            — Quem é essa menina?

            — Ela estava com problemas por causa de uns bandidos, eu a ajudei e trouxe para cá.

            — O meu nome é Yellow, senhor — apresentou-se educadamente, fazendo uma pequena vénia.

            — Ora, bem vinda á Squirtle Shell, se você está com problemas deve ser melhor avisar os seus pais.

            — E-eu não tenho pais...

            — Lamento ouvir isso, tem mais alguma família?

            — Nope, just me... — a garota esboçou um sorriso forçado.

            — I see... bom, se quiser pode ficar na nossa guilda, ela é pequena, mas de certo que irá ter muita animação.

            — Posso mesmo ficar? — O olhar de Yellow brilhava com a excitação de ter um lugar para ficar.

            — Eu disse que ele iria deixar — disse Ash sorrindo.

            — Po-por favor... — um homenzinho aparecia na porta de entrada da guilda, visivelmente cansado — o senhor é o professor Oak? Eu preciso de ajuda.

            — Mas você é... você é o dono do museu de arqueologia de Pewter, não é?

            — Sou sim, vim até aqui pois estou desesperado.

            — O que se passou?

            — Ontem á noite o museu sofreu um assalto, os guardas foram espancados e um objecto foi roubado.

            — Um assalto? O que levaram?

            — Um diamante cinzento que o museu havia recolhido de uma expedição, segundo os guardas o ladrão poderia ter escapado, mas preferiu espancá-los um a um após perfurar o chão com um Stone Edge...

            — Um lutador... — Oak leva a mão ao queixo — Ash, quero que vá até Pewter City com este senhor e apanhe o responsável por este acto de maldade.

            — Mas eu acabei de chegar professor...

            — Hum? — Oak olha para Ash com um ar de irritado.

            — Pronto, eu vou, eu vou — Ash deu-se por vencido, mostrando algum medo do rosto de Oak.

            — Yellow, seria uma boa ideia você acompanhar o Ash, assim via como se processa as coisas por aqui.

           — Claro professor, eu irei com muito gosto — a garota mostrou entusiasmo com a sua primeira missão.

          — Está vendo Ash, é assim que você deveria agir quando o mando em missões, ela já está ganhando pontos.

          — Isso é porque ela não conhece o quão autoritário você é... — murmurou.

          — Disse alguma coisa? — Novamente Oak olha para o garoto com cara de mau.

          — Eek! Não, nada eu estou indo hahaha — disfarçou.

          Ash e Yellow partiram para norte, passando a Rota 1 e a cidade de Viridian, chegando a uma floresta verdejante, dada pelo nome de Viridian Forest, a densa vegetação tornava quase impossível ver os raios de sol que tentavam sem sucesso atravessar as pequenas abertas entre as árvores, os dois amigos caminhavam pelo labirinto, tentando encontrar a saída que daria acesso a Pewter.

          — Ash, estamos caminhando á horas — queixava-se a garota que ia ficando para trás.

           — Estamos chegando, eu sinto isso.

          — Você disse isso há duas horas atrás...

          — Dessa vez eu tenho a certeza que é por aqui — respondeu orgulhoso pegando um caminho.

          — Ash... nós já passamos por aqui, eu marquei esta árvore — disse Yellow apontando para um desenho de um raio eléctrico cravado na árvore por uma rocha.

         — Er... acho que estamos perdidos...

         — You think? — Perguntou Yellow com um tom sarcástico — deixe que eu tomo a liderança — Yellow começa a cheirar o ar, sentindo os aromas da floresta nas suas narinas — sinto o cheiro de carros, a cidade é para este lado — Yellow começa a correr na direcção oposta á qual Ash ia.
          — Huh? Espere por mim — Ash corre atrás da garota.

          — Rápido molengão haha — Yellow corria olhando para trás, não vendo que alguém vestido de negro corria em sua direção, chocando com ele em uma esquina — Auch, veja por onde anda — a garota caíra no solo.

           — Yellow, você está bem... huh? — Ash ia em socorro da amiga, mas ele vê um pequeno diamante cinzento no chão, com o homem de negro pegando nele — hey, foi você que assaltou o museu na noite passada?

          — Que lhe interessa isso? Suma da minha frente garoto — ordenou o ladrão empurrando Ash.

           — Volte aqui, eu irei levá-lo para a justiça!

           — Você é um lutador? — O tom do ladrão mudou de alguém zangado para alguém que encontrara o que procura.

           — Pode crer que sim e sou um dos melhores — vangloriou-se Ash apontando para o bandido.

           — Ótimo, estou cansado de lutar contra zeros — o ladrão retira a mascara negra, revelando o seu rosto de pele escura e cabelos negros espigados, os seus olhos eram duas linhas retas negras — o meu nome é Brock e eu tenho buscado por um lutador para testar o meu novo amigo.

           — Você quer testar um diamante?

           — Não seja idiota, como é que um lutador confunde uma gema com um diamante?

           — Uma gema? — Ash se mostrava confuso.

           — Isto é uma Rock Gem, aumenta o poder dos ataques do tipo rocha, como é que um lutador não conhece as gemas? Enfim, prepare-se para o combate... Rock Tomb! — Brock cria uma cintura de rochas em sua volta e as expele contra Ash que salta para trás, tentando evitar contacto com as rochas.

           — Que poder... huh? — Ash olha pelo canto do olho e vê Brock por trás de si — he's fast...

           — Mega Punch! — Brock esmurra Ash pelas costas, projectando o garoto para a frente, este cai no solo.

            — Ash! — Gritou Yellow ao ver o amigo cair.

            — Para trás Yellow, eu trato disto... Thundershock! — Ash junta os braços os apontando pela frente e produz um raio de electricidade e o dispara contra o seu oponente.

            — Sand Attack! — Brock movimenta bruscamente o seu braço, criando uma barreira de areia, interceptando o raio de Ash — E agora o golpe final, powered up pela Rock Gem... Stone Edge! — A jóia se desfaz em pedaços que cobrem o solo, provocando um imenso terramoto que abana toda a floresta, rochas pontiagudas perfuram o solo por baixo de Ash o atingindo em cheio e o projetando no ar — Acabou — o ladrão esboça um sorriso enquanto vê o seu oponente derrotado.

          O rapaz cai no solo inanimado com suas roupas rasgadas e sangue por todo o corpo.

           — Ash!!!!!!!!!! — Os gritos assustados de Yellow ecoavam pela silenciosa floresta.

           O poder da gema, juntamente com a força do ataque de Brock provou ser algo destruidor, Ash não teve chances de combater contra tal força, será este o poder de um verdadeiro lutador? Não percam o próximo capítulo.


 


  

4 comments

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Boo
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14 December 2014 at 08:54 delete

Começo diferente com o roubo ao museu, já começa a mostrar como as pessoas usam os poderes para realizar crimes.
O espirito da Squirtle Shell parece ser um lugar onde as pessoas se ajudam, mesmo tendo acabado de conhecer a Yellow, Ash se propôs a ajudá-la e o Oak a aceitou na guilda vendo que ela não tinha lugar para ir.
A química entre Ash e Yellow já esta nascendo, eles agem bem juntos.
O ladrão se revelou e mostrou-se alguém absurdamente poderoso, ainda mais usando uma gema especial, Ash não conseguiu reagir e foi destruído. O que são essas gemas? Como os lutadores podem ficar mais fortes? Já tenho muitas dúvidas sobre a historia, estou adorando-a, grande capítulo.

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6 January 2015 at 08:54 delete

O capitulo está ótimo! Você descreve muito bem a cidade e o que está acontecendo! E o Brock apareceu *-*

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KG™
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6 January 2015 at 09:28 delete

Obrigada =D Eu gosto muito de fazer as descrições dos cenários porque me imagino neles quando estou escrevendo, é das coisas que mais gosto de ler e escrever.

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